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Este trabalho é financiado por fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto UID/ELT/00114/2019.

RELATED EVENTS

No dia 31 de Maio celebram-se os 200 anos de Walt Whitman, e será inaugurada, na Biblioteca Nacional de Portugal, a mostra Over_Seas: Melville e Whitman em Portugal, num programa que, além da visita, tem também uma conversa entusiástica e canções tão admirativas como aguerridas, e pode ser consultado aqui.

Participem, documentem, divulguem.

HERMAN MELVILLE NO CINEMA

em colaboração com o Congresso Internacional “Over__Seas: Melville, Whitman, and All the Intrepid Sailors”

Propondo seis incursões cinematográficas a obras de Herman Melville, a Cinemateca associa-se ao Congresso Internacional “Over__Seas: Melville, Whitman, and All the Intrepid Sailors” a decorrer em Lisboa entre 3 e 5 de julho, por iniciativa do grupo de investigação de Estudos Americanos do Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa (CEAUL). Organizado no contexto do bicentenário do nascimento de “dois vultos maiores da literatura dos EUA do século XIX, Herman Melville (1819-1891) e Walt Whitman (1819-1892)”, o Congresso concentra-se na relação das obras de ambos com o mar, propondo-se abordar “a estética associada aos oceanos assim como as dinâmicas literárias transnacionais que Melville, Whitman e vários escritores de ambos os lados do Atlântico forjaram”.

Em confluência marítima, MOBY DICK, de John Huston (1956), é assim apresentado numa sessão organizada em colaboração direta com o Congresso. O Ciclo, que a Cinemateca fixa exclusivamente em adaptações literárias da obra de Melville – abundantemente citada no cinema, pelo menos desde Griffith (INTOLERANCE e o motivo de Out of the Cradle Endlessley Rocking), a poesia de Walt Whitman levaria o programa a outras paragens – compõe-se de títulos que a Moby Dick juntam The Encantadas (AS ILHAS ENCANTADAS de Carlos Villardebó), Billy Budd (BILLY BUDD de Peter Ustinov; BEAU TRAVAIL de Claire Denis), Bartleby, the Scrivener: A Story of Wall Street (BARTLEBY de Maurice Ronet), Pierre; or,The Ambiguities (POLA X de Léos Carrax). Nota final para assinalar que, não programado por dificuldade de acesso a cópia, LAST OF THE PAGANS (O ÚLTIMO PAGÃO, Richard Thorpe, 1935), uma produção da MGM filmada no Taiti, é o título da Hollywood dos anos trinta que revisita o primeiro livro publicado de Melville, em 1846, Typee: A Peep at Polynesian Life.

 

MOBY DICK 

Moby Dick

de John Huston

com Gregory Peck, Leo Genn, Richard Basehart, Orson Welles, Bernard Miles

Estados Unidos, 1956 ­– 116 min / legendado em espanhol e eletronicamente em português | M/12

na sessão de dia 3, a projeção tem início às 21h30 e é antecedida de uma comunicação em inglês a partir das 21 horas: “Notas sobre Moby Dick com Salvato Telles Menezes”

É a mais conhecida adaptação ao cinema de um romance de Melville e, sem dúvida, a melhor versão para o ecrã da história da baleia branca e da caça implacável que lhe move o capitão Ahab. Huston acalentou o projeto durante largos anos, pensando na personagem de Ahab para o seu pai Walter Huston e ponderando encarná‑la ele próprio depois da morte de Walter em 1950. O papel acabaria entregue a Gregory Peck, que compôs a personagem inspirada nos traços de Lincoln. MOBY DICK é também uma extraordinária experiência com a cor, trabalhada de modo a associar os registos realista e onírico. Huston: “Do ponto de vista filosófico, não tenho a menor dúvida de que se trata do meu filme mais importante. (…) Moby Dick é uma grande blasfémia.”

Quarta-feira [3] 21:00 | Sala M. Félix Ribeiro início da projeção do filme às 21:30

Quinta-feira [4] 15:30 | Sala M. Félix Ribeiro

 

BILLY BUDD

A Lei do Mar

de Peter Ustinov

com Terence Stamp, Robert Ryan, Peter Ustinov, Melvyn Douglas

Reino Unido, 1962 – 125 min / legendado eletronicamente em português | M/12

Excelente adaptação em Cinemascope da novela homónima póstuma de Herman Melville, a partir da versão teatral levada à cena na Broadway na década anterior. O jovem marinheiro de figura angelical, Billy Budd (brilhantemente interpretado pelo então estreante Terence Stamp) confronta-se com o imediato Claggart (uma notável criação de Robert Ryan) a bordo do “Avenger”, ensaiando um confronto entre o Bem e o Mal. De acordo com a natureza dos conceitos e oposição simbólica em causa, a complexidade das personagens alia-se numa intrincada história de mar que segue os confins da natureza humana.

Sexta-feira [5] 15:30 | Sala M. Félix Ribeiro

Segunda-feira [8] 19:00 | Sala M. Félix Ribeiro

 

AS ILHAS ENCANTADAS

de Carlos Villardebó

com Amália Rodrigues, Pierre Clémenti, Pierre Vaneck, João Guedes

Portugal, França, 1965 – 89 min | M/12

Ousado projeto de produção de António da Cunha Telles, AS ILHAS ENCANTADAS é a única incursão na longa-metragem do documentarista Carlos Villardebó, português fixado em França, segundo uma novela de Herman Melville. Um marinheiro francês chega a uma ilha que julga deserta e nela encontra uma mulher singular, solitária desde a morte do marido e irmão. É também um filme que conta com Amália Rodrigues num dos seus grandes e porventura menos conhecidos papeis no cinema.

Sexta-feira [5] 21:30 | Sala M. Félix Ribeiro

 

BARTLEBY

de Maurice Ronet

com Michael Lonsdale, Maxence Mailfort, Maurice Biraud

França, Reino Unido, 1976 – 96 min / legendado eletronicamente em português | M/12

Nesta adaptação por Maurice Ronet da importante novela de Herman Melville, a história do escrivão Bartleby é parisiense e passa-se nos anos setenta; há um oficial de justiça (Michael Lonsdale, que gostaria de, mais novo, ter interpretado o protagonista de Melville) que incumbe Bartleby (Maxence Mailfort) da tarefa de copiar registos, confrontando-se com o comportamento insólito do novo funcionário. “Preferia não o fazer.” A personagem que verbaliza uma das mais celebremente perturbadoras tiradas literárias de Melville, depara-se, no filme de Ronet, com o horizonte literal de uma parede branca. Um muito curioso filme, a redescobrir. Na Cinemateca, foi apresentado uma única vez, em 2003.

Terça-feira [9] 19:00 | Sala M. Félix Ribeiro

Quinta-feira [11] 15:30 | Sala M. Félix Ribeiro

 

BEAU TRAVAIL

de Claire Denis

com Denis Lavant, Michel Subor, Grégoire Colin

França, 1999 – 90 min / legendado eletronicamente em português | M/12

Vagamente baseado em Billy Budd, de Herman Melville, BEAU TRAVAIL passa-se em Djibouti, onde os protagonistas são soldados na Legião Estrangeira. Partes da banda sonora são da ópera de Benjamin Britta baseado no mesmo texto de Melville, compondo-se o filme num registo que combina brilhantemente o naturalismo e o figurativo. “Um hipnótico ballet masculino” (Peter Bradshaw, The Guardian). Na Cinemateca, foi apresentado uma única vez, em 2001.

Quarta-feira [10] 19:00 | Sala M. Félix Ribeiro

Sexta-feira [12] 15:30 | Sala M. Félix Ribeiro

 

POLA X

Pola X

de Léos Carax

com Guillaume Depardieu, Yekaterina Golubeva, Catherine Deneuve, Delphine Chuillot

França, Suíça, Alemanha, Japão, 1999 – 134 min / legendado em português | M/16

Em silêncio durante praticamente todos os anos noventa (desde LES AMANTS DU PONT-NEUF, de 1991), Léos Carax reapareceu no fim dessa década com um dos seus filmes mais ambiciosos e controversos: POLA X, livremente adaptado de um romance de Herman Melville (Pierre, or the Ambiguities). Obra áspera, obra enigmática, POLA X corta em boa medida com o estilo “filho da Nouvelle Vague” que tanto contribuiu, nos primeiros filmes, para tornar Carax num cineasta “de culto”. Os dois jovens protagonistas (Guillaume Depardieu e Yekaterina Golubeva) morreram entretanto.

Sábado [13] 21:30 | Sala M. Félix Ribeiro

Programação de Julho da Cinemateca Portuguesa pode ser consultada aqui

CONCERTO E LANÇAMENTO DO DISCO WALT'Z INTREPID SAILORS

Mais informação aqui